AS CHUVAS DE ANTIGAMENTE
Rio de Janeiro, 03 de Janeiro de 2012.
O ano novo começou aprontando para algumas cidades, no tocante ao excesso de chuvas. Cidades inteiras alagadas, com rios transbordando, botando água pelo ladrão, como se diz popularmente. E, com isso, trazendo transtornos às populações dessas cidades. Isso faz-me remeter aos meus tempos de guri. Lá pelo meado dos anos 60 (isso já no século passado), quando morei em bairro distante do centro da Cidade do Rio de Janeiro. Mais exatamente no bairro de Anchieta. Naquela época este bairro fazia divisa com o antigo Estado do Rio de Janeiro. O lado de cá era o antigo Estado da Guanabara. Ele (o bairro) era o último no percurso da linha férrea da Central do Brasil, onde fazia divisa com um lugar chamado Olinda, que é um distrito do Município de Nilópolis, hoje em dia. Naquela época, repito, Anchieta possuía a maioria de suas ruas ainda sem asfaltamento. Os esgotos e as vias pluviais ainda eram muito deficientes e as valas proliferavam em grande parte do bairro. Quando chovia torrencialmente, o aguaceiro era demais. Daí que as ruas ficavam alagadas e as valas viravam verdadeiros riachos, proporcionando à garotada uma tremenda diversão. Então, saíamos para a chuva para nos divertir. As brincadeiras eram várias, mas o banho nas correntezas das valas era infalível. Como era divertido. Só sabe disso quem teve a oportunidade de participar dessas brincadeiras. Havia também a caçada às rãs. Mas outros moleques gostavam, também, de pescar um negócio chamado mussum.Isto era uma espécie de peixe parecido como uma cobra. O pessoal gostava muito de pescá-lo e comê-lo, é claro. Havia também o rio que separava os estados naquela época na região já descrita. Não chegava a ser aquele rio, mas nós, os garotões, íamos numa região mais acima, chamada Campo do Governo (também conhecida como Campo do Gericinó), e a partir da cerca desse campo, vínhamos nadando rio abaixo, até perto de onde morávamos. Era uma tremenda festa. Mas hoje em dia a garotada que está aí nem sabe que quer dizer uma brincadeira como essa, daqueles nossos tempos. Até porque não existem mais rios que permitam banhos por parte das pessoas. Estes viraram tremendos valões, tão sujos que nem os micróbios que conhecemos naquela época existem mais. E também os famosos peixinhos barrigudinhos que também eram motivo de diversão entre nós. Os contratempos aos moradores dessas áreas eram parecidos com os que passam as pessoas dessas áreas alagadas atualmente. Mas havia a cooperação de todos no tocante à ajuda aos fragelados. O agravante de hoje é que a quantidade de pessoas morando em áreas de risco aumentou assustadoramente em relação àquela época. Por isso a situação de mais gravidade, atualmente. Há de se esperar que o poder público aja com eficiência e eficácia nessas situações, para minimizar o sofrimento dessas populações atingidas. É o que se espera, no mínimo. .
O ano novo começou aprontando para algumas cidades, no tocante ao excesso de chuvas. Cidades inteiras alagadas, com rios transbordando, botando água pelo ladrão, como se diz popularmente. E, com isso, trazendo transtornos às populações dessas cidades. Isso faz-me remeter aos meus tempos de guri. Lá pelo meado dos anos 60 (isso já no século passado), quando morei em bairro distante do centro da Cidade do Rio de Janeiro. Mais exatamente no bairro de Anchieta. Naquela época este bairro fazia divisa com o antigo Estado do Rio de Janeiro. O lado de cá era o antigo Estado da Guanabara. Ele (o bairro) era o último no percurso da linha férrea da Central do Brasil, onde fazia divisa com um lugar chamado Olinda, que é um distrito do Município de Nilópolis, hoje em dia. Naquela época, repito, Anchieta possuía a maioria de suas ruas ainda sem asfaltamento. Os esgotos e as vias pluviais ainda eram muito deficientes e as valas proliferavam em grande parte do bairro. Quando chovia torrencialmente, o aguaceiro era demais. Daí que as ruas ficavam alagadas e as valas viravam verdadeiros riachos, proporcionando à garotada uma tremenda diversão. Então, saíamos para a chuva para nos divertir. As brincadeiras eram várias, mas o banho nas correntezas das valas era infalível. Como era divertido. Só sabe disso quem teve a oportunidade de participar dessas brincadeiras. Havia também a caçada às rãs. Mas outros moleques gostavam, também, de pescar um negócio chamado mussum.Isto era uma espécie de peixe parecido como uma cobra. O pessoal gostava muito de pescá-lo e comê-lo, é claro. Havia também o rio que separava os estados naquela época na região já descrita. Não chegava a ser aquele rio, mas nós, os garotões, íamos numa região mais acima, chamada Campo do Governo (também conhecida como Campo do Gericinó), e a partir da cerca desse campo, vínhamos nadando rio abaixo, até perto de onde morávamos. Era uma tremenda festa. Mas hoje em dia a garotada que está aí nem sabe que quer dizer uma brincadeira como essa, daqueles nossos tempos. Até porque não existem mais rios que permitam banhos por parte das pessoas. Estes viraram tremendos valões, tão sujos que nem os micróbios que conhecemos naquela época existem mais. E também os famosos peixinhos barrigudinhos que também eram motivo de diversão entre nós. Os contratempos aos moradores dessas áreas eram parecidos com os que passam as pessoas dessas áreas alagadas atualmente. Mas havia a cooperação de todos no tocante à ajuda aos fragelados. O agravante de hoje é que a quantidade de pessoas morando em áreas de risco aumentou assustadoramente em relação àquela época. Por isso a situação de mais gravidade, atualmente. Há de se esperar que o poder público aja com eficiência e eficácia nessas situações, para minimizar o sofrimento dessas populações atingidas. É o que se espera, no mínimo. .
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