ENTRE O OUTRORA E O HOJE
Quisera que todo aquele que possui um espaço, o usa para algum propósito e, mesmo sem ele, se proponha a criar conteúdo para publicação, tivesse sempre vontade, inspiração, talvez até coragem, para o fazer com bastante frequência. Porque nem sempre isso acontece. Quando uma dessas hipóteses surge, outras não. Aí, pronto! Não sairá nenhum conteúdo para ocupar tal espaço.
Talvez o profissionalismo em editar faça com que o titular se veja obrigado a tal. Porque não há alternativa em arrumar texto para brindar seus leitores com alguma história. O que não é o caso desse autor que vos escreve. Ele é puro diletantismo literário. E olhe, lá!
Caso fosse definido um tipo esclusivo de conteúdo, talvez tudo fluísse melhor. Escolher entre ficção, fantasia, cotidiano, e até tragédias, já facilitaria publicações. Mas isso não é tão fácil como alguns imaginam. Dessa forma, os assuntos aqui são esporádicos. E espaçosos, no sentido do tempo entre cada um deles publicado.
Os tempos atuais são muito diferentes dos de outrora. E quem possui idade avançada atualmente sabe muito bem dessas diferenças. A primeira delas era o apuro das obras. Num formato e linguajar irrepreensível. Mas agora tudo mudou e quase só se vê horrores literários.
Qualidade é um fator dispensável nos atuais dias. E quem se propõe a respeitar isso, é colocado de lado. Vigora aquele formato de "embrulhar e mandar", o que representa dizer, "vai tudo do mesmo jeito". Pura esculhambação.
Até há gente que se zanga com isso. Acham que podem fazer as coisas do jeito que quiserem, sem respeitarem coisa alguma. Esse é um processo de facilidades, sem respeitos às regras e normas. Escolhem um caminho sem complicações, dizem.
Só não se sabe se isso perdurará para sempre daqui pra frente ou retornará aos estilos de outrora. Se for uma questão de apostas, senhores, façam as suas. Vamos ver quem as vencerão.
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