O DEJÀ-VU DE CADA UM DE NÓS

   Há cerca de pouco mais de oito anos, reformei todos os conceitos que possuía a respeito de religião, a ponto de passar a não acreditar em nada que tenha relação com ela.
   Dito isso assim de chofre, a primeira coisa que acontece com quem o diz é arrumar encrenca. Principalmente com aquele que possui alguma. E a coisa se agrava profundamente porque a rejeição é automática e enorme, a ponto de quem toma uma decisão dessa, ser tratado quase como um desequilibrado. E é altamente rejeitado e repudiado por isso.
   Forma-se uma situação interessante, porque um religioso não consegue aprofundar-se numa análise simples, que também pode ser profunda, verificando que não muda nada na vida de alguém, caso se abstenha de possuir uma religião.
   Por isso há discussões homéricas sobre isso. E há milhares de anos, desde os primórdios e surgimento da Humanidade. E é necessário ressaltar que existem 16,3% de pessoas no mundo que não possuem e nem seguem uma religião. Cerca de hum bilhão e cem milhões delas, aproximadamente.
   Mas este autor, antes da resolução tomada citada no primeiro parágrafo, foi um cristão/católico, que foi batizado e fez comunhão. E viveu um bom tempo de sua vida com a proximidade com uma religião, a Católica. E há cerca de quinze anos atrás frequentou uma instituição espírita, por quase seis anos. 
   E não o fez pelo aspecto religioso e sim pelo científico, haja vista que nessa instituição existia um trabalho interessante de análise espiritual, baseado no olhar de cada um, o que definia seu degrau espiritual nessa atualidade. E isto mostrava os aspectos  comportamentais de cada um de nós, sendo classificado numa escada de nove degraus. 
   Tal estudo não pode ser considerado como perfeito e nem definitivo, porque seu criador já não está mais no mundo dos vivos, bem como o andamento do progresso dele ainda deveria manter estudos, análises e pesquisas com mais profundidade, o que não ocorreu com a morte de seu autor, infelizmente.
    Pelo lado que me toca, jamais desconsiderarei até mesmo qualquer das religiões. Mas é nítido que nenhuma delas consegue explicar uma série de coisas, dúvidas, que se tem a respeito de muitas coisas que as envolvem. Então sigo pela linha daquilo que afirmam existir no mundo, mistérios além da conta e daquilo que podemos dominar e, principalmente explicar e/ou esclarecer sobre esses mistérios.
    No entanto, me vejo em teias de aranhas, quando observo certas circunstâncias. E estas têm a ver com a possível condição de ter vivido outras vidas, além dessa que vivo atualmente, quando vejo situações que me fazem passar por aquilo que chamam de dejà-vu, ou seja, ter a exata noção de que já passei ou fui outro, identificando-me em algumas situações que se me apresentam.
    Assim, por não conseguir as explicações de um assunto tão profundo e complexo, vou seguindo em frente, esperando que um dia as consiga. Mas não deixando-me levar por nada e, principalmente, por ninguém.

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