CONJETURANDO SOBRE O NATAL

    Ao iniciar-se o mês de Dezembro de um ano é comum todo mundo lembrar do Natal. Isso é quase que automático entre todos, mesmo quem não é cristão, porque existe uma aura de fraternidade nisso que atinge a quase todo mundo.
    E para os que já vão lá em idades avançadas, como esse autor, as lembranças são imediatas e automáticas sobre natais passados. Algumas pessoas nem o tiveram, por muitas razões, mas outras, sim. Então é natural possuírem  boas lembranças disso.
    Mesmo que saibamos que a essência dessa efeméride sofreu profundas mudanças com o decorrer dos anos, onde o espírito natalino de fraternidade tenha sido substituído pelo mercantilismo, mesmo assim para alguns (ou muitos), é um tempo de alegria e satisfação. Até íntima.
    Infelizmente o desequilíbrio social promove distorções sobre essa festa. Para os mais pobres é difícil animar-se e sentir-se feliz, porque o aspecto financeiro sempre se impõe, mesmo que seja para situações menores, porque para um simples presentinho e uma ceia de Natal simples e humilde, requer-se gastos pecuniários. E nem todos o conseguem.
    Talvez seja por isso que o ponto crucial dessa efeméride seja prejudicado porque o sentimento religioso que ela carrega, esbarra nesse desencontro. Então a desesperança e o desânimo tomam conta daqueles que não são bafejados pela sorte.
     Pela lógica, aqueles que se encontram em situações privilegiadas, talvez devessem preocupar-se com os menos favorecidos, mas de uma forma mais presente. A alegria e o prazer do Natal deveria ser dividido com os que não possuem condições plenas de terem um Natal completo.
     Infelizmente isso não acontece. E desde que o mundo existe, isto é assim. E como tem pessoas que se submetem ao sofrimento, continuam vivendo sem nenhuma outra expectativa. E aqueles que revoltam com isso, só resta uma opção: sofrer.

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